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A Confissão de Lúcio

3/10/2019

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Obra: A Confissão de Lúcio
Autor: Mário de Sá-Carneiro 
Editora: Moderna

por Liz Frizzine

Trata-se de uma das obras de maior importância do escritor português Mário de Sá-Carneiro: o conto aborda o suicídio, o amor e a loucura de modo brilhante e até inusitado. Um triângulo amoroso é apresentado ao logo da narrativa entre as personagens Lúcio, Ricardo e Marta deixando com o leitor entre em questionamento sobre a existência de Marta.
A narrativa é feita em primeira pessoa e, portanto, temos a uma das personagens, Lúcio, como o narrador da história fazendo com que toda a verdade a ser revelada seja passível de questionamento.  Segundo o próprio narrador-personagem: “Não importa que me acreditem, mas só digo a verdade - mesmo quando ela é inverossímil.”
É bastante interessante o fato de a narrativa se iniciar pelo fim. Sim, assim começa a narrativa: deparamo-nos de cara com o desfecho da história que será contada. E não é um final surpreendente, o que faz o leitor entender que nem mesmo o final pode ser encarado como óbvio e o desenrolar dos fatos. A trama, mesmo tratando-se de uma temática comum – um triângulo amoroso –, sai da obviedade quando planta a dúvida se realmente acontecia fisicamente um triângulo amoroso, ou se apenas se tratava de uma fantasia criada pelos ciúmes, pela obsessão de Lúcio. Dessa forma, não é à toa que a escolha de uma narrativa sob aspecto ora de um diário íntimo, ora documental.
A maneira, então, que o narrador utiliza a linguagem dá-se por no presente ao contar ao leitor sobre os acontecimentos de uma década atrás e mais, o narrador espera do leitor uma postura de juiz; espera ser julgado pelos atos à medida que os vai revelando a fim de justificar sua punição injusta já que deixa claro que, embora não tenha se defendido, não cometera o crime que o condenou à prisão.
Uma história envolvente ambientada, inicialmente em Paris de 1895. E quando Lúcio é apresentado a Ricardo e uma festa, é instantâneo nascimento de uma grande amizade e admiração mútua. Dessa amizade nasce uma relação visceral e extremamente afetuosa.
E quando Marta surge em cena, forma-se o triângulo! Os três tornam-se inseparáveis. Daí confundem-se aos próprios olhos e aos olhos do leitor que, tomado de incredulidade, tem a revelação do crime que não acontecera e que resultara na morte de um, no desaparecimento de outro e na condenação de Lúcio.  
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